quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Decreto "Adversus Dei"




Caríssimos Irmãos em Cristo Rei, paz e bem!

Todos temos conhecimento da terrível e assombrosa crise em que a Igreja pós-conciliar encontra-se afundada até o pescoço. As esperanças depositadas no Segundo Concílio do Vaticano se perderam, até mesmo a daqueles que nele tiveram participação ativa. O mais nocivo de todos os efeitos causados pelas resoluções deste "sacrossanto" concílio foi, sem sombra alguma de dúvida, a perda de fé de inúmeros leigos e sacerdotes católicos. O fator primário desta crise espiritual no mundo cristão foi a reforma litúrgica ecumênica, empreendida pelo Bem-Aventurado Papa Paulo VI. No ano em que ocorreu, a reforma citada provocou uma queda brusca no número de sacerdotes. Os seminários diocesanos, antes radiantes e cheio de ânimo, estavam, naquele momento, ao relento. A catequese , no seu objetivo maior, fora esquecida. E tal situação perdura até nossos dias. Diante de tamanha catástrofe, nós, em total plenitude de nosso pontificado, decidimos tomar providências urgentes.

Quando da promulgação do Motu Proprio "Summorum Pontificum", por Sua Santida, o Papa emérito Bento XVI, a liturgia ocidental fora revigorada. A Missa segundo o Ordo de S. Pio V retornou com toda a força nos últimos anos, chegando ao ponto de ter suas próprias dioceses. Mas, infelizmente, não é pouca a oposição contra esta forma tão angelical da Missa católica. Não são poucos os sacerdotes, ou melhor dizendo, os bispos, que são contrários a este retorno, e tentam freiá-lo. Mesmo diante de tanta pressão, Missa segundo o Ordo de S. Pio V persiste, conquistando os corações jovens e revigorar as almas idosas.

Este pontificado decidiu então que, para que haja harmonia entre as duas formas litúrgicas vigentes, o Rito de Paulo VI e o Rito de S. Pio V, aprovar e ordenar o uso do Rito Pio-Paulino, elaborado por Dom Tomás Greico, atual arcebispo do Estado do Rio de Janeiro, que consiste na mescla entre ambos os ritos.

Que a paz retorne a liturgia e cesse a má conduta dos sacerdotes, ministros do culto eucarístico, para com o Santo Sacrifício Incruento da Missa.

                               
                                                                                                                       Francisco I + 
                                                                                                                   
                                                                                                                   Cabeça da Igreja + 

Dado em Roma, á 16 de Dezembro do Ano do Senhor 2015.

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